ADN Limousine


Em janeiro de 1997 é alterada a identificação dos animais inscritos no Livro Genealógico, a qual passa de uma tatuagem para um brinco amarelo, personalizado com o monograma do HBL no verso, onde é escrito o número de inscrição do animal e o número do criador, facilmente identificável à distância.

Dez anos mais tarde, em janeiro de 2007, e de uma forma pioneira em Portugal, o sistema de identificação dos animais inscritos no Livro Genealógico Limousine é alterado.

Passa a ser aplicado um botão especial identificativo, com um número aleatório, que retira e armazena uma amostra de tecido de orelha, na altura da aplicação do brinco. Essa amostra de tecido fica armazenada numa cápsula inviolável, que conserva a amostra de cartilagem até ser definida a sua análise genética.

A partir desta amostra é possível analisar e saber o perfil de ADN dos animais e assim confirmar a paternidade, ou seja, confirmar inequivocamente o pai e a mãe de cada animal. O banco de amostras de tecido dos animais Limousine inscritos possibilita, a cada momento, confirmar a paternidade dos animais que se pretenda.

Estas amostras possibilitam ainda a identificação inequívoca de um animal, mesmo que não apresente qualquer brinco, bastando para tal a recolha de nova amostra de cartilagem e o cruzamento dos resultados entre ambas as amostras. Este tipo de confirmação já foi realizada num evento de furto de animais, aos quais tinham sido retiradas todas as marcas auriculares, tendo sido realizado, a pedido das autoridades, a recolha e análise de novas amostras, de onde resultou a identificação específica de cada um dos oito animais em causa.

A caracterização genética realizada em Portugal possibilita ainda a confirmação de paternidade de animais resultantes de inseminação animal ou de transferência de embriões, o que não seria possível de forma tão conclusiva com outras técnicas.